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BioEnergia

Buscando estimular o desenvolvimento regional através do fornecimento de etanol para o mercado nacional e internacional em crescente expansão, o Programa Maranhense de Produção de Etanol tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva desse combustível no estado através da oferta de suporte técnico, investimentos chaves em infra-estrutura, gestão das informações para nortear planos de investimentos e desenho de políticas públicas. Algumas das linhas de ações estratégicas que o governo do Maranhão vem implementando, foram obtidas a partir do trabalho desenvolvido pelo Pólo Nacional de Biocombustíveis intitulado “Estudo comparativo do potencial de produção de etanol no Maranhão: suas vantagens competitivas e comparativas”.

Historicamente, o Brasil destaca-se no cenário mundial como o maior produtor e consumidor de etanol. Ainda assim, recentemente o setor sucroalcooleiro depara-se com perspectivas reais de uma retomada no crescimento do consumo de etanol no país e no exterior, devido tanto ao sucesso nas vendas de veículos bi-combustível como às expectativas de crescimento das exportações. Na safra 2005-06, foram produzidas no Brasil 386,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, as quais deram origem a 25,8 milhões de toneladas de açúcar e 15,9 bilhões de litros de álcool. De acordo com estimativas da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e Álcool, a demanda de álcool carburante no país deverá aumentar para 20,6 bilhões de litros em 2010. Essas estimativas indicam um crescimento no consumo total de álcool de 8,9% a.a. no período de 2005 a 2010, ou seja, um aumento médio de 1,5 bilhões de litros por ano.

De acordo com o estudo do potencial de produção de etanol no Maranhão, utilizando-se apenas a metade da área identificada como de alta aptidão, a produção poderá ser da ordem de 45 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Segundo estudo do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE), para produzir essa quantidade de cana-de-açúcar, são necessários cerca de 57 mil empregos diretos e gerados mais de 62 mil empregos indiretos, considerando-se os setores agrícola e industrial. Em um cenário em que metade dessa matéria prima seja processada para produção de etanol, o potencial de produção é de 2 bilhões de litros, ou seja, aproximadamente 13% da produção nacional atual. Segundo dados preliminares, a avaliação final das áreas passíveis de ocupação com cana-de-açúcar, com irrigação, descontando-se as áreas protegidas e de Reserva Legal (80% para Amazônia Legal e 20% para as demais áreas do estado) somam 1.167.604 ha, distribuídos espacialmente de acordo com o mapa mostrado adiante.

Apesar do custo de produção ligeiramente superior ao do Centro-Sul do país, tal diferença poderá ser neutralizada com as pesquisas ora em desenvolvimento sobre variedades de cana-de-açúcar mais produtivas para a região, pelo uso de insumos locais para fertilização tradicional e sistemas de ferti-irrigação, que devem ser otimizados.

Foram levantados, ainda dentro deste estudo, os principais aspectos logísticos de distribuição do etanol para atendimento do mercado interno e externo. De acordo com os resultados obtidos e análise das oportunidades e dos gargalos de produção e comercialização, estão sendo coordenados esforços governamentais, e parcerias com o setor privado e financeiro, para consolidar essa cadeia produtiva na região. Estas ações consideram ainda o escoamento da produção para o mercado externo através do Porto de Itaqui, uma das grandes vantagens comparativas que o estado do Maranhão oferece para acesso aos mercados internacionais, bem como a grande disponibilidade de áreas agrícolas aptas para produção em larga escala de cana-de- açúcar, com acesso a infra-estrutura ferroviária já instalada.

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